Hipoglicemiantes Orais



Glucoformin

Indicação

Para quê serve Glucoformin?

Existem três situações clínicas básicas para o uso de Glucoformin: primariamente no tratamento do diabetes mellitus não dependente de insulina (tipo II), quando o tratamento dietético isolado tiver se mostrado insuficiente. É especialmente útil em pacientes com excesso de peso, nos quais a metformina frequentemente provoca diminuição de peso. Como medicamento complementar ao tratamento com outros antidiabéticos orais (ex.: sulfoniluréias), principalmente em casos de falência secundária ao tratamento com estas drogas orais. Em pacientes com diabetes mellitus insulinodependentes (tipo I) que não estão adequadamente controlados, o Glucoformin também pode ser adicionado ao regime terapêutico em uso para melhorar o controle metabólico e mesmo diminuir a necessidade diária de insulina.

Contraindicações

Quando não devo usar este medicamento?

Pacientes que apresentem as seguintes condições clínicas: hipersensibilidade à metformina, coma hiperosmolar, cetoacidose diabética, insuficiência renal, insuficiência cardíaca, insuficiência hepática grave, insuficiência respiratória grave, história recente de infarto agudo do miocárdio, alcoolismo, história de/ou estados associados com acidose láctica e estados clínicos predisponentes à hipoxia tecidual (anemia intensa, hemorragias importantes, choque circulatório, gangrena, baixo débito cardíaco). Apesar de não ser teratogênico e não atravessar a barreira placentária, não é aconselhável o uso de Glucoformin durante a gravidez ou amamentação.

Posologia

Como usar Glucoformin?

Dose terapêutica usual: um comprimido de 850 miligramas a cada 12 horas, preferencialmente após uma refeição. Se necessário, a dosagem pode ser aumentada até o máximo de 3 comprimidos ao dia, a critério médico. Em caso de intolerância gastrintestinal, deve-se reduzir a posologia para 1 comprimido ao dia, aumentar gradualmente a dosagem conforme a tolerância e sempre ingerir o comprimido após 1 refeição. A ação do Glucoformin é progressiva e uma avaliação final de sua eficácia deve ser feita somente após 3-4 semanas de tratamento. Não deve se interromper o tratamento sem ordem médica. - Superdosagem: a hipoglicemia pode ocorrer quando a metformina e tomada juntamente com sulfoniluréias, insulina ou álcool em pacientes diabéticos. Embora a metformina seja muito eficaz no controle da hiperglicemia em pacientes diabéticos, a droga não provoca a diminuição dos níveis de glicemia em pacientes não diabéticos. Em pacientes com acidose metabólica sem evidências de cetoacidose, deve suspeitar-se de acidose láctica. Neste caso, deve-se suspender imediatamente a medicação e encaminhar o paciente para tratamento hospitalar em regime suportivo e intensivo voltado para correção de distúrbios hidroeletrolíticos e metabólicos.

Efeitos Colaterais

Quais os males que este medicamento pode me causar?

Normalmente, Glucoformin é bem tolerado, embora, como ocorre com qualquer medicamento, às vezes registram-se efeitos colaterais indesejáveis. Os efeitos colaterais mais comuns são as perturbações do trato gastrintestinal (anorexia, náuseas, desconforto abdominal e diarréia). Estes efeitos ocorrem em aproximadamente 10-30% dos pacientes e geralmente perduram nos primeiros dias de tratamento. Isto pode ser evitado ou minimizado iniciando-se o tratamento com uma dosagem mais baixa e ingerindo o Glucoformin sempre durante uma refeição. Muito raramente, a acidose láctica foi associada com o tratamento com metformina. A razão para este baixo risco de acidose láctica com o uso de Glucoformin em relação a outras biguanidas deve-se às suas propriedades farmacocinéticas (baixa ligação com proteínas plasmáticas, metabolização hepática mínima e excreção renal por secreção tubular). Quase todos os casos relatados, entretanto, envolviam pacientes com contraindicações ao tratamento com ingestão de doses excessivamente alta. Portanto, é importante que se observe criteriosamente as contraindicações ao produto.

Advertências e precauções

O que devo saber antes de usar este medicamento?

O tratamento deve ser interrompido 2-3 dias antes de cirurgias ou exames radiológicos contrastados, tais como, urografia excretora e angiografias intravenosas, devendo ser reiniciado somente após o paciente ter readquirido o controle da função renal. Recomenda-se a monitorização da função renal em todos os diabéticos. O uso de Glucoformin também não é recomendável em condições que possam causar desidratação ou em pacientes que sofram de infecções graves ou trauma. Glucoformin pode ser utilizado em pacientes idosos, desde que a função renal não esteja comprometida. Não é recomendável o uso de Glucoformin em crianças. Em pacientes com quadro clínico de acidose metabólica sem evidências de cetoacidose, deve suspeitar-se de acidose láctica. Neste caso, deve-se suspender imediatamente a medicação e encaminhar para tratamento hospitalar em regime suportivo e intensivo voltado para correção de distúrbios hidroeletrolíticos e metabólicos secundários. Quando usado isoladamente, o Glucoformin não tende a causar hipoglicemia. Porem, quando administrado em combinação com uma sulfoniluréia ou insulina, os níveis de glicose no sangue devem ser monitorizados. Embora a metformina seja muito eficaz no controle da hiperglicemia em pacientes diabéticos, a droga não provoca a diminuição dos níveis de glicemia em pacientes não-diabéticos. A segurança global do Glucoformin é comparável à das sulfoniluréias.

Composição

Cada comprimido revestido contém: cloridrato deN,N-dimetil guanil guanidina (Metformina) 850 mg; veículo q.s.p. 1 comprimido.

Apresentação

Blister com 30 comprimidos.

Laboratório

Biobrás S.A.